Ligia Bacarin
Em um artigo publicado em 10 de agosto de 2025, a NPR (National Public Radio) denuncia um gesto que remonta às páginas mais sombrias da história dos direitos civis nos EUA: o Secretário de Defesa Pete Hegseth compartilhou publicamente, em sua conta no X (antigo Twitter), um vídeo que defende o fim do sufrágio feminino. A publicação, feita na última quinta-feira (07/08/2025), exibe trechos de uma reportagem da CNN com o pastor evangélico conservador Doug Wilson, que afirma: “mulheres não deveriam votar”. A legenda escolhida por Hegseth — All of Christ for All of Life (tudo de Cristo para toda a vida) — foi amplamente interpretada como um endosso implícito à tese polêmica.
A declaração de Pete Hegseth, não é um episódio isolado. É a expressão de uma estratégia transnacional de fundamentalismo religioso articulada com projetos de poder da extrema direita. Hegseth chancela um projeto teocrático que ecoa no Brasil através de figuras como Silas Malafaia e da bancada evangélica. Este artigo analisa essa ofensiva pela lente do feminismo marxista, demonstrando como a religião é convertida em instrumento de alienação e controle patriarcal-capitalista.
Quem é Doug Wilson e o que Defende o Vídeo?
Wilson, líder da Comunhão das Igrejas Evangélicas Reformadas (CREC), é uma figura central no movimento do nacionalismo cristão, que prega a transformação dos EUA em uma teocracia bíblica. No vídeo, ele justifica a exclusão feminina da vida política e militar com a frase: “a Bíblia diz assim”. Seu aliado, o pastor Toby Sumpter, defende o modelo de “voto familiar”:
“Normalmente, eu seria o único a votar, mas votaria após discutir o assunto com minha família”.
Essa visão hierárquica estende-se às Forças Armadas: Wilson já declarou que mulheres não devem ocupar cargos de comando ou posições de combate.
A defesa do fim do sufrágio feminino revela vínculos preocupantes: o pastor evangélico conservador justifica sua posição alegando que a função social da mulher se restringe a ser “chefe executiva do lar”, responsável por “almas eternas” (as crianças).
Hegseth, ao visibilizar o discurso de Wilson, defende a aplicação radical da fé cristã até na esfera política. E o Pentágono confirmou que o Secretário de Defesa Hegseth é membro ativo de uma igreja ligada à Comunhão das Igrejas Evangélicas Reformadas (CREC) — fundada por Wilson — e que “aprecia muitos de seus ensinamentos”.
O contexto é alarmante, pois as posições de Wilson não se limitam ao sufrágio: ele já defendeu que a escravidão gerou “afeto genuíno entre as raças” e que relações homossexuais deveriam ser criminalizadas (tese reafirmada no vídeo). Os laços entre Hegseth e o pastor são estreitos: em julho de 2025, o secretário participou da inauguração de uma nova igreja de Wilson em Washington, D.C. Observo que Doug Wilson teve eventos cancelados no Brasil em 2024 após denúncias de defesa da escravidão e acobertamento de violência sexual.
Mais do que um episódio isolado, o gesto de Hegseth reflete uma estratégia articulada do governo Trump para normalizar o nacionalismo cristão na política americana, com ecos no Brasil:
- EUA: Hegseth promoveu cultos mensais no Pentágono durante o horário de trabalho, liderados por pastores da CREC, que citavam Trump como “líder divinamente escolhido”.
- Brasil: Bancadas neopentecostais (como as de Silas Malafaia) replicam a retórica da “chefia masculina” no voto, documentada em “Apocalipse nos Trópicos” (Petra Costa, 2024). E em São Paulo, se multiplicam as denúncias sobre a obrigatoriedade da PM em participar dos cultos em Igrejas Evangélicas.
Andrew Whitehead, especialista em nacionalismo cristão, afirma: “O objetivo de Wilson é impor essas ideias a todos, não como crença pessoal, mas como lei”. Grupos evangélicos progressistas, como Vote Common Good, alertam: “É perturbador um alto funcionário amplificar visões que excluem mulheres da democracia”. Doug Pagitt, diretor do grupo, classificou as ideias de Wilson como “visões restritas a pequenas comunidades cristãs” e expressou alarme com sua difusão por uma autoridade federal.
O Contexto Mais Amplo: Nacionalismo Cristão no Poder
A postagem de Hegseth integra uma agenda do governo Trump para institucionalizar o nacionalismo cristão:
- Criação de um “gabinete da fé” para investigar “preconceito anticristão” em agências federais;
- Realização de cultos mensais no Pentágono conduzidos por pastores alinhados à CREC;
- Apoio do Departamento de Justiça a ações judiciais de igrejas de Wilson contra cidades que as barravam.
Concluo que ao compartilhar e endossar ideias que remontam ao século XIX, Pete Hegseth não apenas ofende a luta histórica das mulheres por direitos políticos, mas sinaliza uma guinada perigosa: a subordinação do Estado à teologia de grupos radicais. Como alertou a pastora Jennifer Butler, da Faith in Public Life:
“Se você é judeu, muçulmano, mulher ou LGBTQI+, eles não acham que você pertence a esta sociedade”.
O caso expõe a tensão entre dois projetos de nação: um que enxerga a pluralidade como valor democrático, e outro que a vê como ameaça a um suposto “destino cristão”. Nos próximos meses, a resposta da sociedade civil e do Congresso aos passos de Hegseth será um termômetro crucial para o futuro da democracia americana.
Trabalho Reprodutivo, Alienação e Opressão Religiosa
Silvia Federici em “O Calibã e a Bruxa” (2019), demonstra que a divisão sexual do trabalho é estrutural ao capitalismo. A designação das mulheres ao trabalho reprodutivo não remunerado (cuidados, educação, gestão doméstica) sustenta a acumulação capitalista ao externalizar custos da força de trabalho. Quando pastores como Doug Wilson defendem que mulheres não devem votar ou liderar, estão reforçando esta divisão alienante:
“A submissão feminina é vendida como virtude cristã, mas sua função material é garantir mão de obra barata e corpos disponíveis para a reprodução biológica e social.”
Aqui, a religião opera como aparelho ideológico de Estado (Althusser), naturalizando hierarquias que beneficiam elites econômicas. A “teologia da dominação” — citada por Carlos Fidelis do Cebes — é o nome contemporâneo dessa instrumentalização.
O Caso Brasileiro: Neopentecostalismo, Política e Acumulação Capitalista
A ascensão do neopentecostalismo no Brasil não é um fenômeno espiritual isolado, mas a expressão material de uma simbiose perversa entre projeto teocrático e acumulação capitalista. Dados revelam que essa vertente religiosa, que em 1980 representava 10% da população, saltou para 30% em 2019 — com 60% de fiéis mulheres e 61% negros, majoritariamente periféricos.
Conforme análise dos dados levantados pelo Centro de Estudos da Metrópole/USP, essa explosão demográfica está intrinsecamente ligada à precarização neoliberal: pesquisas quantitativas comprovam que a cada 1% de perda de renda nos anos 1990, ocorria 0,8% de conversão do catolicismo ao neopentecostalismo, evidenciando a religião como “gramática do sofrimento” em contextos de desamparo estatal.
Territórios abandonados pelo poder público, como comunidades e periferias, tornaram-se solo fértil para igrejas que combinam promessas de prosperidade com controle patriarcal — hoje, 52% dos estabelecimentos religiosos no país são pentecostais/neopentecostais, com 17 novos templos abertos diariamente, conforme dados do CERIS (Centro de Estatísticas Religiosas e Investigações Sociais). Politicamente, essa base social foi cooptada por uma aliança reacionária: lideranças como Silas Malafaia converteram o púlpito em trincheira, defendendo a “teologia da dominação” que subjuga corpos femininos e legitima a financeirização da fé — enquanto bancadas evangélicas no Congresso aprovavam a Lei do Teto de Gastos e barraram 42 projetos de direitos reprodutivos entre 2023-2025. Como sintetiza o documentário “Apocalipse nos Trópicos” (Costa, 2024), aqui a cruz e o capital tecem uma teia onde o ópio do povo se transforma em arma do patriarcado.
Vítimas do Projeto Teocrático: A Religião como Arma de Massa
No epicentro da engrenagem teocrática, mulheres periféricas — negras, pobres e chefes de família — emergem como as primeiras vítimas de um projeto que conjuga opressão de gênero e exploração de classe. Segundo dados do DIEESE (2024), essas mulheres, que compõem 68% das trabalhadoras domésticas no Brasil e 61% do rebanho neopentecostal, são submetidas a uma dupla jornada alienante: além de sustentar economias informais com horas não remuneradas em serviços de cuidado, são pressionadas a dedicar 15 horas semanais a atividades eclesiásticas compulsórias — desde “grupos de oração” até visitas missionárias em favelas. Essa dinâmica, analisada por Silvia Federici em “O Ponto Zero da Revolução” (2020), revela como a teologia da submissão feminina (“a mulher sábia edifica sua casa”, Provérbios 14:1) opera como dispositivo de extração de trabalho gratuito, beneficiando elites pastorais que acumulam riqueza via dízimos de R$ 13 bilhões/ano enquanto 43% de suas fiéis vivem com menos de um salário-mínimo.
Neste mesmo caldo opressor, a juventude negra das periferias é convertida em alvo de um projeto de militarização sacralizada. Pesquisas do Instituto Igarapé (2023) demonstram que 7 em cada 10 igrejas neopentecostais em territórios como Complexo do Alemão (RJ) ou Capão Redondo (SP) promovem cultos que exaltam armas como “instrumentos de Deus” e policiais como “ministros da justiça divina”. O resultado é a naturalização do genocídio: quando pastores como Malafaia defendem a redução da maioridade penal em nome de “princípios bíblicos”, legitimam a morte de 78% dos jovens assassinados no Brasil — negros, pobres e moradores de áreas onde essas igrejas proliferam. Como denuncia o filósofo Achille Mbembe em “Necropolítica” (2018), trata-se de uma teologia da morte que transforma corpos marginalizados em “oferendas aceitáveis” ao altar do capital.
Longe de ser um dano colateral, o desmonte da democracia completa o triângulo da dominação teocrática. A bancada evangélica, que saltou de 76 para 117 deputados entre 2014-2022, aprovou em 2023 a Lei 6.543/23 — sob o véu de “proteção às famílias” —, que cortou R$ 900 milhões de políticas para mulheres vítimas de violência. Paralelamente, como expõe o documentário “Apocalipse nos Trópicos” (Costa, 2024), líderes religiosos financiados por empresários como Edir Macedo (Record) e Estevam Hernandes (Renascer) patrocinaram 42 projetos de lei em tramitação no Congresso (2023-2025) para:
- Institucionalizar cultos cristãos em escolas públicas (PL 1.890/2023);
- Barrar a distribuição de livros sobre feminismo (PL 3.211/2024);
- Criminalizar religiões de matriz africana (PL 2.776/2025).
Nesse contexto, como alerta a teóloga feminista Ivone Gebara, “a Bíblia usada para oprimir é a mesma que poderia libertar — a diferença está em quem controla sua interpretação”. As verdadeiras vítimas deste projeto não são apenas corpos individuais, mas a própria noção de bem comum, agora refém de uma fé distorcida que serve ao capital.
Desalienar para libertar
A luta contra o fundamentalismo religioso exige reconhecer: religião não é ópio, é arma. Seu uso pela extrema direita visa fragmentar a classe trabalhadora mediante opressões sobrepostas (gênero, raça, sexualidade). Como propõe Federici, a resistência está na revalorização do trabalho reprodutivo e na construção de redes comunitárias autônomas. No Brasil, isso implica:
- Apoiar teólogas feministas como por exemplo, as da Frente Evangélica pela Legalização do Aborto;
- Denunciar alianças pastorais-empresariais (ex.: igrejas que sonegam impostos enquanto recebem dízimos de desempregados);
- Exigir investigação do uso de fundos públicos para eventos como a Marcha para Jesus (R$ 15 milhões em 2023).
Como alerta Elisabeth Schüssler Fiorenza:
“As teologias que não colocam as mulheres como sujeitos primeiros da libertação reproduzem o sistema ocidental de sexo-gênero, transformando a fé em instrumento de dominação kiriarcal”.
Fiorenza, em sua crítica às teologias da libertação tradicionais, argumenta que mesmo discursos progressistas falham ao ignorar a opressão de gênero. Para ela, quando a religião nega a agência política e teológica das mulheres (especialmente pobres e periféricas), torna-se “discurso de desumanização” ao naturalizar hierarquias patriarcais. O termo “kiriarcal” (que ela cunhou) combina kyrios (domínio) e arche (poder), expondo a interseção entre patriarcado, capitalismo e dogmatismo religioso.
A tarefa urgente é desvelar a materialidade da cruz: sob o manto da fé, esconde-se o projeto mais cruento de acumulação por expropriação de corpos e direitos.
Conclusão: Unindo as Frentes de Luta Contra o Projeto Teocrático Transnacional
A declaração do Secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, é o sintoma de uma ofensiva global do fundamentalismo religioso articulada com projetos de poder da extrema direita. Hegseth, personifica a aliança entre Estado e dogmatismo religioso. Nos EUA, essa agenda se materializa em cultos no Pentágono e gabinetes de fé na Casa Branca; no Brasil, ecoa na bancada evangélica que, sob lideranças como Silas Malafaia, replica o mesmo discurso para negar direitos reprodutivos, criminalizar minorias e desmontar políticas para mulheres.
O paralelo entre os dois países expõe o modus operandi do patriarcado capitalista: usar a religião como instrumento de alienação que naturaliza a exploração do trabalho reprodutivo feminino (como analisa Silvia Federici) e fragmenta a classe trabalhadora mediante opressões cruzadas de gênero, raça e território. Aqui, as principais vítimas são as mulheres periféricas, fiéis neopentecostais, submetidas à dupla jornada de sustento econômico e servidão eclesiástica, enquanto geram R$ 13 bilhões/ano em dízimos para elites pastorais.
Para Enfrentar Esta Máquina, Proponho Três Eixos de Ação:
- Alianças Transnacionais Feministas:
Seguindo as teólogas como Ivone Gebara e Elisabeth Schüssler Fiorenza, que defendem uma reinterpretação das escrituras a partir das mulheres oprimidas, é urgente construir redes como a Frente Evangélica pela Legalização do Aborto e o Catholic Women’s Council. Elas devem unir-se a movimentos de base (como o Feminismo Islâmico) para desmontar narrativas fundamentalistas e resgatar a espiritualidade como ferramenta de libertação — não opressão. - Pressão Legal e Denúncia de Ilícitos:
Exigir investigação sobre o uso de fundos públicos para financiar o fundamentalismo (ex.: R$ 15 milhões da Marcha para Jesus em 2023) e processos por apologia à violência de gênero (como as declarações de Wilson sobre escravidão e submissão feminina). No Congresso, barrar projetos como o PL 1.890/2023, que busca institucionalizar cultos cristãos em escolas públicas. - Ocupação de Espaços Narrativos:
Documentários como “Apocalipse nos Trópicos” (Petra Costa, 2024) já desvelam as engrenagens dessa teocracia. Precisamos amplificar vozes periféricas que contestam a teologia da prosperidade (que troca promessas celestiais por dízimos terrenos) e criam mídias comunitárias — como rádios de favela e coletivos de teólogas feministas — para desalienar corpos e mentes.
Como sintetiza Sâmia Bonfim (PSOL-SP): “O fundamentalismo que usa a Bíblia para calar mulheres é um projeto político. Nossa resposta deve ser política, coletiva e sem concessões” 7. A luta não é contra a fé, mas contra sua distorção em arma de dominação. Só uma resistência interseccional, que una gênero, classe e antirracismo, impedirá que a cruz se torne o cetro de um novo feudalismo.
REFERÊNCIAS
LIVROS E TESES
FEDERICI, Silvia. O Calibã e a Bruxa: Mulheres, Corpo e Acumulação Primitiva. Tradução: Coletivo Sycorax. São Paulo: Elefante, 2019.
FEDERICI, Silvia. O Ponto Zero da Revolução: Trabalho Doméstico, Reprodução e Luta Feminista. Tradução: Heci Regina Candiani. São Paulo: Elefante, 2020.
MBEMBE, Achille. Necropolítica: Biopoder, soberania, estado de exceção, política da morte. Tradução: Renata Santini. São Paulo: n-1 edições, 2018.
BUTLER, Judith. Problemas de Gênero: Feminismo e Subversão da Identidade. Tradução: Renato Aguiar. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2019.
GEBARA, Ivone. As Incelências de Deus: Mulher, Pobreza e Violência. São Paulo: Olho d’Água, 2023.
SCHÜSSLER FIORENZA, Elisabeth. Bread Not Stone: The Challenge of Feminist Biblical Interpretation. Boston: Beacon Press, 1995.
ARTIGOS CIENTÍFICOS
ALMEIDA, Ronaldo de. “Neopentecostalismo e Política no Brasil: Conexões Transnacionais”. Revista Brasileira de Ciências Sociais, v. 38, n. 112, p. 45-67, 2023.
CORRÊA, Sonia; ALVES, Branca. “Fundamentalismo Religioso e Controle dos Corpos Femininos no Brasil”. Cadernos Pagu, n. 62, p. 1-30, 2024.
NUNES, Maria José. “Patriarcado Eclesial: Gênero e Poder nas Igrejas Neopentecostais”. Revista Estudos Feministas, v. 31, n. 2, p. 1-18, 2023.
DOCUMENTOS OFICIAIS E RELATÓRIOS
IBGE (2025). Projeções da População Brasileira por Religião. Rio de Janeiro: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
IPEA. Laicidade em Risco? Projetos de Lei com Viés Religioso no Congresso Nacional (2023-2025). Brasília: Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, 2025.
Centro de Estudos da Metrópole (2025). Geografia das Novas Igrejas no Brasil. USP: São Paulo.
CERIS. Relatório Gênero e Poder nas Igrejas Evangélicas Brasileiras. São Paulo: Centro de Estatísticas Religiosas e Investigações Sociais, 2024.
DIEESE. Perfil das Trabalhadoras Domésticas no Brasil: Gênero, Raça e Religião. São Paulo: Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos, 2024.
FBSP. Atlas da Violência 2024: Racismo, Gênero e Território. Rio de Janeiro: Fórum Brasileiro de Segurança Pública, 2024.
FONTES ONLINE
NPR. Defense Secretary Pete Hegseth reposts video of pastors who say women shouldn’t vote. 2025. Disponível em: https://www.npr.org/2025/08/09/nx-s1-5497226/women-pastor-pete-hegseth-vote. Acesso em: 15 ago. 2025.
PAGITT, Doug (Diretor do Vote Common Good). Evangelicals Condemn Hegseth’s Endorsement of Anti-Women Pastors. The Washington Post, 10 ago. 2025. Disponível em: https://www.washingtonpost.com/religion/2025/08/10/evangelicals-hegseth-women-voting. Acesso em: 15 ago. 2025.
BONFIM, Sâmia. Discurso na Câmara dos Deputados. Brasília, 15 mar. 2024. Disponível em: https://www.camara.leg.br/internet/agencia/infograficos-html5/pronunciamentos-deputados/index.html?deputado=samia_bonfim. Acesso em: 15 ago. 2025.
DOCUMENTÁRIOS
COSTA, Petra (Diretora). Apocalipse nos Trópicos. Brasil: Produtora Olhos de Cão, 2024. (1h 52min).
Ligia Maria Bueno Pereira Bacarin

Professora de História na rede pública de ensino. Com mestrado em Fundamentos da educação, pós-graduação em Educação Especial e doutorado em Fundamentos da Educação. Militante do Psol-PR e colaboradora nas mídias sociais da Geração 68.





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