Carlos Eduardo Pestana Magalhães – Gato
Ou a inoperância das forças armadas bolivarianas foi gigantesca ou realmente alguns setores do governo e dos militares fizeram algum tipo de acordo para facilitar o sequestro. Pode ser as duas coisas, também…
É fato histórico que as forças armadas da América Latina, grosso modo, não foram inventadas e/ou construídas para conflitos externos ou enfrentamentos contra formações militares profissionais.
Existem apenas para atuar como polícia interna das classes dominantes e das sua elites, vale dizer, proteger o Capital a qualquer custo em seus países.
Os militares bolivarianos se colocavam como defensores do povo e da pátria venezuelana dispostos a enfrentar qualquer tipo de invasão militar ianque.
O que aconteceu, mesmo sabendo-se da abissal diferença de equipamentos, treinamento, protocolos, logísticas dos americanos e dos venezuelanos, é inadmissível, não dá para aceitar que helicópteros passeassem sobre Caracas tão tranquilamente quanto se vê nos vídeos.
Sabedores das capacidades das forças especiais americanas, era de se supor que estivessem melhor preparados para no mínimo infligir alguma baixa no inimigo, derrubar algum helicóptero (lembrando que os vietcongs derrubavam helicópteros americanos com tiros de fuzil automático), representar algum obstáculo aos invasores e nada disso aconteceu.
Os gringos voltaram ilesos, com um troféu nas mãos e os bolivarianos tiveram destruições e baixas pelos ataques. Cadê os valorosos soldados bolivarianos dispostos a defender a pátria a qualquer custo? Não era assim que se autoproclamavam frente a todos?
Tem algo que não cheira bem, não importa o que, precisa ser esclarecido ou então, fato consumado, já era, sem reclamações e neste caso, se preparar rapidamente pra ser atacado de novo…
Carlos Eduardo Pestana Magalhães (Gato)

Jornalista, sociólogo, membro da Comissão Justiça paz de São Paulo, do Grupo Tortura Nunca Mais e da Geração 68 Sempre na Luta.





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