Alexandre Santos
Jair Messias Bolsonaro é um ser do mal. Veio ao mundo para aprontar confusão e fazer maldades. Sempre foi assim.
Não foi sem razão a sua expulsão do Exército (pelo acordo, ao invés de expulso na forma da Lei, Jair passou para a reserva remunerada por razões psiquiátricas (por loucura) e passou a ser referido pelo general-presidente Ernesto Geisel de ‘bunda suja’. Por razões óbvias, ao longo da vida, o jeito mal de pensar, de falar e de proceder, fez Jair Bolsonaro acumular muitos problemas, inclusive junto a Justiça – são mais de 500 processos que correm contra ele nas varas cíveis, eleitorais e criminais, produzindo uma folha corrida de metros.
Aliás, o acordo por ele firmado com o presidente do PL Waldemar Costa Neto envolveu não só a guarda de Michelle Bolsonaro, mas também, o pagamento de um polpudo salário para si próprio, o aluguel de uma mansão em Brasília e o custeio das despesas judiciais dos processos que o envolvem.
Vale dizer que, embora as pessoas só lembrem de alguns (as condenações à inelegibilidade, à prisão e uma ou outra [condenação ao pagamento de indenizações por ofensas à honra e coisas assim), Jair Bolsonaro responde por muitos outros crimes – como, por exemplo, por contrabando de joias e desvio do patrimônio público – e, ainda, está incurso em muitos processos em andamento – como, por exemplo, aqueles associados às mortes por ele provocadas durante a pandemia de coronavírus.
Tomando por base a máxima do ‘aqui se faz, aqui se paga’, a sociedade brasileira (pelo menos a banda pensante) espera a conclusão dos outros processos. Seria muito triste se, em desfecho que tripudia do bom comportamento cívico, Jair Bolsonaro seja poupado do julgamento dos crimes que cometeu.
Alexandre Santos

Engenheiro e escritor. Ex-presidente do Clube de Engenharia de Pernambuco e presidente da Associação Brasileira de Engenheiros Escritores, presidiu a União Brasileira de Escritores e faz a coordenação nacional da Câmara Brasileira de Desenvolvimento Cultural. Autor premiado com livros publicados no Brasil e no exterior, Alexandre é o editor geral do semanário cultural ‘A voz do escritor’ e diretor-geral do canal ‘Arte Agora’.




Deixe um comentário