Resquícios da viagem noturna.
Affonso Abreu
Da noite, trago restos mal guardados,
fantasmas leves, ecos de pensamentos,
sonhos que silentes ficam acordados,
poeira de estrelas nos novos momentos.
A noite não parte inteira, persiste;
restos de magia, luz e lamento,
poder da sombra, que soberana insiste;
vento místico, que embala o sentimento.
Então o sol exige da vida beleza,
quer luz inteira, corpo em vigília;
traz a mim harmonia, graça e firmeza,
que a razão não doma, nem concilia.
Pois quem tocou a noite, ainda desperto,
vive no claro com o escuro por perto.
Affonso Milcíades Alves de Abreu

Advogado militante por 40 anos, inscrito na Ordem dos Advogados do Brasil – Seção do Rio de Janeiro, especialista em Psicologia Analítica Junguiana, analista em formação pelo CEJAA – Centro de Estudos Junguianos Analistas Associados.


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