Lula faltou com a Venezuela, será que vai faltar com Cuba?

Francisco Celso Calmon

Muitos acontecimento seriam diferentes se o Brasil não tivesse vetado a entrada da Venezuela nos BRICS, inclusive com a Rússia já tendo apoiado, por mera pachorra do Celso Amorim.

O ato terrorista dos EUA sequestrando Nicolás Maduro, um chefe de Estado, nas barbas de Lula, líder continental, mostrou sua tibieza ante a Trump. 

E Maduro continua sequestrado e o silêncio se faz.

Paralelo a outros atos belicosos e demonstrações neonazifascistas, Trump asfixia Cuba, como os nazistas alemães asfixiaram judeus e comunistas nas câmara de gás.

O Brasil claudica na defesa à Cuba e vai deixar acontecer em vez de pro agir já.

O que os Estados Unidos da América do Norte estão fazendo com a ilha socialista equivale a um genocídio homeopático, terrorista e mortífero.

Se um doente precisa de uma maca e se oferece um analgésico, é mero paliativo, é o que o governo brasileiro está fazendo ao enviar apenas remédios e alimentos, quando a necessidade é de combustível, é como colocar band-aid numa ferida infecionada. Tudo bem que antes isto do que nada.

Lula é hoje reconhecido como um líder internacional e vem atuando com perspicácia na conciliação dos interesses geopolíticos, contudo, como líder da América Latina está deixando a desejar, enquanto a sua homóloga do México, dá exemplos de coragem e altiva e ativa solidariedade efetiva.

O petróleo de Cuba era proveniente principalmente da Venezuela, como está sob domínio estadunidense, a fonte está impedida de fornecer. 

Viva México! Salve Claudia Sheinbaum.

Pela unidade latino-americana!

Lema cubano Pátria ou Morte com a nossa solidariedade à Cuba.

Aqueles jovens barbudos que libertaram Cuba do bordel norte-americano que era, sob uma ditadura cruel de um sargento sabujo, Fulgêncio Batista, e com foram inspiração na década de 60 para a juventude revolucionária internacional, que Camilo Cienfuegos, Che Guevara e os irmãos Castro – Raul e Fidel, sejam reverenciados na efetiva solidariedade ao heroico socialismo cubano, exemplo de resistência de seis décadas ao cinturão de boicote comandado pelos yankees estadunidenses.


Francisco Celso Calmon

Analista de TI, administrador, advogado; militante histórico e combatente à ditadura militar.
Sua luta começou cedo, como líder no movimento estudantil da UESES no ES e da AMES no Rio.
Foi dirigente regional da AP e organizador e coordenador do NML (Núcleo Marxista-leninista) – dissidência da AP; foi do comando regional do Colina (Comando de libertação nacional) e foi um dos fundadores da VAR Palmares.
Após a redemocratização, foi um dos organizadores da APPD – Associação de Profissionais de Processamento de Dados; um dos fundantes e coordenadores da Rede Brasil – Memória, Verdade e Justiça; é coordenador do Canal Pororoca.
Autor das obras: “Sequestro Moral, e o PT com isso?”, “Combates pela Democracia”, editor e autor da obra “60 anos do golpe: gerações em luta”, “Combates pela Democracia”, e “Memórias e fantasias de um combatente”, coautor das obras coletivas: “Resistência ao golpe de 2016”; e “O processo Lula, uma sentença anunciada”.
No campo profissional foi técnico de TI e diretor de empresas públicas, estatais e privadas.



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