Francisco Celso Calmon
Lamentavelmente não foi e não é assim. A irresponsabilidade campeou todos os governos.
Estamos pisando em ovos.
O novelo da crise do Banco Master ainda tem linha para puxar, envolvendo setores contra setores do capital financeiro, e trazendo outros atores deste sistema, no qual a esquerda institucional aderiu em vez de combater.
A PF não é pura e nem unívoca, como ingênuos aplaudem, o STF não é de caráter ilibado, como muitos pressupõem, Toffoli é o bode, fede muito, e não terá dignidade para pedir aposentadoria e passar mertiolate na crise, outros ministros podem tem rabo preso e telhado de vidro, e estão apelando para o corporativismo. Isto não resolve, só adia e aprofunda a crise.
O risco é que este cenário alimenta propostas extremadas da direita golpista.
A Globo, sem ter uma alternativa confiável de candidatura de direita, soltará suas fúrias golpistas. Já vimos neste carnaval que ela não faz jornalismo, ela contamina a realidade para seus vieses entreguista e reacionário.
A Globo sabe que a vitória do Lula é inevitável e mais quatro anos serão suficientes para preparar uma nova vitória de um quadro progressista em 2030.
E a sociedade o que pode fazer?
Muito pouco, visto que está despolitizada para situações complexas que fogem ao binário, e os partidos de esquerda e os movimentos sociais ficaram muito atrelado ao governo e perderam aderência ao chão e autonomia de formular e agir.
Fazer o quê? Os partidos democráticos e suas federações deveriam reunir suas cúpulas para traçar cenários e diretrizes para ação.
Não é para amanhã, é para ontem.
Francisco Celso Calmon

Analista de TI, administrador, advogado; militante histórico e combatente à ditadura militar.
Sua luta começou cedo, como líder no movimento estudantil da UESES no ES e da AMES no Rio.
Foi dirigente regional da AP e organizador e coordenador do NML (Núcleo Marxista-leninista) – dissidência da AP; foi do comando regional do Colina (Comando de libertação nacional) e foi um dos fundadores da VAR Palmares.
Após a redemocratização, foi um dos organizadores da APPD – Associação de Profissionais de Processamento de Dados; um dos fundantes e coordenadores da Rede Brasil – Memória, Verdade e Justiça; é coordenador do Canal Pororoca.
Autor das obras: “Sequestro Moral, e o PT com isso?”, “Combates pela Democracia”, editor e autor da obra “60 anos do golpe: gerações em luta”, “Combates pela Democracia”, e “Memórias e fantasias de um combatente”, coautor das obras coletivas: “Resistência ao golpe de 2016”; e “O processo Lula, uma sentença anunciada”.
No campo profissional foi técnico de TI e diretor de empresas públicas, estatais e privadas.




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