LIMPE no Judiciário.

Francisco Celso Calmon

Autocrata é aquele que gerencia por si próprio, centralizando decisões, ignorando o contraditório e intimidando opositores de forma autoritária ou ditatorial. 

Na resistência à intentona bolsonarista de 8 de janeiro, o STF teve papel importante e o ministro Alexandre, a partir daí, montou no cavalo selado se tornou no xerife apelidado de Xandão.

O Judiciário é o menos legítimo de todos os poderes republicanos, visto não ser oriundo direto da soberania popular. Apesar disso, o STF, tem o relevante papel de guardião da Constituição. Porém, contudo, todavia, não está acima da Constituição e deve ser exemplo de obediência aos princípios constitucionais da Administração Pública.

Conhecidos pelo mnemônico LIMPE, são: Legalidade, Impessoalidade, Moralidade, Publicidade e Eficiência, visando a ética, transparência e interesse público. 

De seus membros é exigido reputação ilibada e notório saber jurídico.

Quando essas qualidades são precarizadas, é o Supremo que se enfraquece. Como bastião da Carta Magna, seus componentes devem ser como a mulher de Cesar, além de honesta, parecer honesta, entretanto, entre verdades e mentiras, o golpismo se aproveita para enfraquecer e/ou fomentar cizânia. É tudo que a mídia golpista deseja.

Não esqueçamos nunca: a democracia só lhes interessa quando estão a serviço de seus interesses, muitos escusos.

O Ministro presidente do STF ao propor um código de ética, sinalizou que não está havendo condutas probas como é esperado e exigido pela Constituição.

Os ministros já não se entendem internamente e publicamente um desautoriza e contradita o outro, com ou sem mérito.

A vaga está demorando a ser preenchida, e num colegiado pequeno, a falta de um pesa muito, equivale a quase dez por cento, é muito no contexto.

É imperativo salientar que não há um órgão que  efetivamente controle o STF em tempo real, portanto, reforça que deve seguir e transparecer obediente aos princípios já citados.


Francisco Celso Calmon

Analista de TI, administrador, advogado; militante histórico e combatente à ditadura militar.
Sua luta começou cedo, como líder no movimento estudantil da UESES no ES e da AMES no Rio.
Foi dirigente regional da AP e organizador e coordenador do NML (Núcleo Marxista-leninista) – dissidência da AP; foi do comando regional do Colina (Comando de libertação nacional) e foi um dos fundadores da VAR Palmares.
Após a redemocratização, foi um dos organizadores da APPD – Associação de Profissionais de Processamento de Dados; um dos fundantes e coordenadores da Rede Brasil – Memória, Verdade e Justiça; é coordenador do Canal Pororoca.
Autor das obras: “Sequestro Moral, e o PT com isso?”, “Combates pela Democracia”, editor e autor da obra “60 anos do golpe: gerações em luta”, “Combates pela Democracia”, e “Memórias e fantasias de um combatente”, coautor das obras coletivas: “Resistência ao golpe de 2016”; e “O processo Lula, uma sentença anunciada”.
No campo profissional foi técnico de TI e diretor de empresas públicas, estatais e privadas.



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