Solidariedade não deve ser só uma palavra, mas, sobretudo, ações concretas.

Francisco Celso Calmon

Um apelo ao BRICS: não deixem o imperialismo estadunidense sufocar CUBA. Essa ilha tem um simbolismo histórico, cuja chama não pode ser apagada; é o fogo olímpico do esperançar da humanidade; não faz mal a nenhum país e a ninguém, só leva justiça, ajudas fraternas, como vacinas e medicina, a muitos rincões.

EUA é um país hipócrita, cínico e imoral, cuja sociedade de maioria de alienados não exercita a democracia e a liberdade de expressão, se acomoda diante da miséria, e os pobres vivem, literalmente, dos lixos residenciais das classes média e abastada.

Com o Trump, sua democracia virou um simulacro, está virando descaradamente e à luz do sol, uma autocracia ditatorial. Economicamente é um país em declínio. Socialmente, apesar de abafada pelos meios de comunicação, pobreza e miséria campeiam em seu território: a insegurança alimentar afeta cerca de 47 milhões de americanos em 2025; outro dado, como o Índice de Pobreza Humana (IPH), apontam que cerca de 17 % vivem em condições de pobreza, destacando ainda ser o país com a maior taxa entre as nações consideradas desenvolvidas.

É um país que furta com tarifas e bloqueios, e rouba à mão armada, invadindo, sequestrando, matando, se apropriando de bens alheios, por terra e mar.

Se os países independentes do Império não se posicionarem defendendo Cuba, se a juventude de todo o mundo não se levantar contra o processo de asfixia da população cubana, serão cúmplices do genocídio por omissão.

Entrará para a história não como a geração 68 por coragem e fraternidade, mas por covardia e omissão.

Aos EUA só resta a força, não tem diplomacia de mediação e convencimento, não oferece mais equilíbrio comercial com os parceiros, o abuso do dólar, emitindo sem lastro, a obsessão pelo máximo de vantagens, abriu espaço para políticas menos agressiva da China e em parte também da Rússia. 

A ONU foi enfraquecida pelos EUA com o propósito de se tornar ele próprio o mediador e imperador a quem todos devem se submeter, sob pena de levar chumbo de todos os calibres de armas ou de outros meios de dissuasão.  

A história não tem marcha-a-ré, é ilusão e obsessão paranoica buscar a todo custo recuperar o papel de dominação, como xerife do mundo, de um império em decadência em todos os aspectos, inclusive moral.

Trump é um doente com vários traumas e transtornos de personalidade: da pedofilia à sociopatia; da mitomania a presumíveis assassinatos.

Há um caminho de oposição que nenhuma nação resiste por muito tempo, mesmo com o uso crescente e brutal da violência policial, ou seja: a da sociedade civil e especialmente de sua juventude estudantil.

Em caso de massacre de CUBA, o mundo pode sofrer uma radicalização que levará mais cedo do se imagina a terceira guerra mundial.

Trump é típico daquele grandalhão que quando um menor o enfrenta, ele suja a ceroula.


Francisco Celso Calmon

.Analista de TI, administrador, advogado; militante histórico e combatente à ditadura militar.
Sua luta começou cedo, como líder no movimento estudantil da UESES no ES e da AMES no Rio.
Foi dirigente regional da AP e organizador e coordenador do NML (Núcleo Marxista-leninista) – dissidência da AP; foi do comando regional do Colina (Comando de libertação nacional) e foi um dos fundadores da VAR Palmares.
Após a redemocratização, foi um dos organizadores da APPD – Associação de Profissionais de Processamento de Dados; um dos fundantes e coordenadores da Rede Brasil – Memória, Verdade e Justiça; é coordenador do Canal Pororoca.
Autor das obras: “Sequestro Moral, e o PT com isso?”, “Combates pela Democracia”, editor e autor da obra “60 anos do golpe: gerações em luta”, “Combates pela Democracia”, e “Memórias e fantasias de um combatente”, coautor das obras coletivas: “Resistência ao golpe de 2016”; e “O processo Lula, uma sentença anunciada”.
No campo profissional foi técnico de TI e diretor de empresas públicas, estatais e privadas.



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