O coletivo acima do individual. Hadad governador de São Paulo.

Francisco Celso Calmon

A elite burguesa se concentra em São Paulo e a sua contraface, a maioria da classe operária, também.

Lula tem faro e persistência para alterar a correlação eleitoral histórica do maior estado do país.

Alkimin, Hadad, Marina e Tebet, possíveis candidatos em São Paulo, têm potencial de alterar essa correlação.  São duas vagas para o Senado e uma para governador.

Nunca tivemos um quarteto deste com tal potencialidade.

O que falta? O tempo é curto para a decisão!

Marina pode voltar ao PT, Tebet pode ir para o PSB.

Alkimin, não está disposto a enfrentar a maratona de uma eleição em SP.  O PSB o quer na vice do Lula. Ocorre que ele já não agrega mais votos do que os já adicionados, por isso, parcelas do PT gostariam de um outro nome para ampliar ainda mais o leque de alianças. Porém, ninguém nega que ele fez uma bom trabalho no governo e os paulistas querem a sua manutenção pelo óbvio de ser de SP e o PSB idem.

Dizer, como assertivou Dirceu, que sem Alkimin o Lula perde, é uma profecia exagerada e não uma análise baseada em variáveis.

Vou exagerar de outro lado: Lula não perde estas eleições nem que a vaca tussa.

Marina e Tebet demonstram disposição, depende agora do arranjo a ser feito por Lula e os partidos.

A demora não é boa, porque pode ir se consolidando os votos nos candidatos da extrema-direita, como o fascista miliciano Tarcísio Freitas.

As vezes o difícil é arranjar quadros, mas quando existem, o difícil é todos colocarem o coletivo acima do individual.

Vamos saudar que o coletivo venceu o individual, e a esta altura Tarcísio deve estar pensando que, com o seu padrinho encarcerado e sem a máquina, como enfrentar o trio democrático e progressista contra a trinca dividida e fascista que estará capitaneando.


Francisco Celso Calmon

Analista de TI, administrador, advogado; militante histórico e combatente à ditadura militar.
Sua luta começou cedo, como líder no movimento estudantil da UESES no ES e da AMES no Rio.
Foi dirigente regional da AP e organizador e coordenador do NML (Núcleo Marxista-leninista) – dissidência da AP; foi do comando regional do Colina (Comando de libertação nacional) e foi um dos fundadores da VAR Palmares.
Após a redemocratização, foi um dos organizadores da APPD – Associação de Profissionais de Processamento de Dados; um dos fundantes e coordenadores da Rede Brasil – Memória, Verdade e Justiça; é coordenador do Canal Pororoca.
Autor das obras: “Sequestro Moral, e o PT com isso?”, “Combates pela Democracia”, editor e autor da obra “60 anos do golpe: gerações em luta”, “Combates pela Democracia”, e “Memórias e fantasias de um combatente”, coautor das obras coletivas: “Resistência ao golpe de 2016”; e “O processo Lula, uma sentença anunciada”.
No campo profissional foi técnico de TI e diretor de empresas públicas, estatais e privadas.



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