O Ditador Trump: O Estertor do Imperialismo e a Ameaça à Humanidade

Amaury Monteiro Jr.

O mundo assiste, atônito, a uma regressão histórica sem precedentes. As recentes ações do governo de Donald Trump — personificadas na invasão militar de uma nação vizinha, no sequestro de um chefe de Estado e no confisco de recursos naturais — não são meras manobras geopolíticas. São sintomas de uma patologia autoritária que se arroga o papel de “dona do mundo”.

O cenário atual representa uma escalada perversa e doentia, escancarada pelas declarações de Trump ao New York Times, afirmando que seu poder é limitado apenas por sua “própria moralidade”. Com isso, Trump enterra o Direito Internacional e instaura a era do capricho ditatorial em escala global.

A Venezuela como Laboratório da Barbárie

O que vimos em Caracas na primeira semana de janeiro de 2026 é um alerta vermelho para toda a humanidade. A operação que capturou o presidente Nicolás Maduro e sua esposa, resultando em dezenas de mortes e na destruição de bases militares, é um ato de pirataria moderna travestido de justiça.

A verdadeira face dessa intervenção foi revelada logo após a fumaça baixar: o anúncio de que a Venezuela só poderá comprar produtos americanos com o dinheiro de seu próprio petróleo, sob supervisão direta de Washington. O plano de três fases detalhado pela Casa Branca não busca a “democracia”, mas sim o controle neocolonial de recursos estratégicos e a garantia de acesso exclusivo de corporações americanas ao mercado venezuelano.

A Ética do Ego: O Perfil do Autocrata

A palavra que define Donald Trump neste momento é AUTOCRATA. Do grego autokratēs, o termo descreve perfeitamente aquele que governa por si mesmo, ignorando instituições, tratados e a ética que permite a convivência harmônica entre as nações.

Ao afirmar que sua “própria mente” é o único limite para o uso da força militar, Trump desconsidera o Direito Internacional como um estorvo desnecessário. Na linguagem popular, porém, ele é o exemplo acabado de um Ditador. É esse o substantivo que deve estar presente na mente de todos quando o vemos investir contra universidades e cidades de seu próprio país, prender imigrantes, silenciar cidadãos americanos que clamam por democracia ou atropelar a autodeterminação dos povos em busca de riquezas minerais.

Do Ártico à Amazônia: O Alvo é a Soberania

Não nos enganemos: a ameaça não termina no Orinoco. As ameaças de intervenção terrestre no México, a coação diplomática contra a Colômbia e o delírio de anexar a Groenlândia — atropelando a soberania da Dinamarca e os acordos da OTAN — mostram um líder que vê o mapa-múndi como um tabuleiro de propriedades privadas.

Para nós, brasileiros e militantes que conhecem o peso da bota imperialista, a lição é urgente. O debate no Brasil já começa a ser contaminado por essa escalada. A realidade é que a “doutrina” de Trump ignora a soberania nacional. Se hoje o pretexto é o narcotráfico ou a ideologia alheia, amanhã o alvo poderá ser a nossa Amazônia, as nossas reservas estratégicas do Pré-Sal e os nossos depósitos de terras raras, sob qualquer outra fantasia imperialista.

Chamado à Emergência: Resistência Já!

É imperativo que a sociedade brasileira e a comunidade internacional se despojem de cegueiras ideológicas e compreendam a gravidade do momento. O silêncio ou a celebração diante de tais agressões é uma forma de conivência com o fim do pacto civilizatório.

Nossas Palavras de Ordem:

  • SOBERANIA OU SUBMISSÃO: A América Latina não é o quintal de um déspota!
  • O MUNDO NÃO TEM DONO: Pelo fim dos delírios expansionistas do autocrata!
  • DIREITO INTERNACIONAL JÁ: Contra a “moralidade” do ego, a força da lei!
  • BRASIL ALERTA: Hoje a Venezuela, amanhã o nosso povo e o nosso solo!

A resistência contra o arbítrio de Trump é a defesa da liberdade e da estabilidade global. A história nos ensinou que o fascismo não se negocia; se enfrenta. Não esperemos que a próxima sombra de aeronaves militares se projete sobre nossas capitais. A hora de nos posicionarmos é agora.

Pela dignidade das nações, contra a tirania do Ditador Trump!ata!


Amaury Pinto de Castro Monteiro Junior

Engenheiro Civil, Professor Universitário, âncora do programa “A Política Nua e Crua” e membro da executiva do movimento Geração 68. Dedica a sua vida à organização da resistência popular e à defesa da engenharia como pilar da soberania nacional.


Agradeço ao companheiro de muitas lutas Ricardo Latge, geólogo aposentado da Petrobras, que fez uma revisão a esse artigo e que sugeriu inumeras melhorias , muitas delas acatadas pelo autor.



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