Bernardino Jesus de Brito
A União Europeia tem ensinado a Portugal o caminho que não deve seguir, tudo o que o bloco lhe impôs, causou prejuízo.
Angola, que já foi colônia portuguesa e sofreu a grave devastação da guerra civil, vem ensinando a Portugal qual o caminho que deve seguir no futuro, e a vizinha Espanha deverá ser uma companheira de jornada.
Portugal deixou de acreditar na Troika (três pilares), ou seja, na União Europeia, no Banco Central Europeu e no FMI.
A alternativa mais viável nesse momento seria o BRICs, mas há um imbróglio na questão de defesa: o que fazer com a Otan?
A periferia da Europa é grande, e será que haveria uma debandada em massa amanhã?
Os EUA, dada sua situação econômica interna, e exposição externa, precisa limitar seus gastos pelo mundo, e a Otan hoje representa um enorme peso orçamentário. Os EUA querem que a Europa assuma seus próprios custos de defesa, mas estão impossibilitados financeiramente de fazê-lo, embora, tenham aumentado os gastos na área militar. Os EUA ajudam na guerra da Ucrânia via Otan, mas sem muito entusiasmo, já percebeu que foi uma fria.
O fato é que a russofobia europeia vem causando prejuízos atrás de prejuízos, pois retirou o acesso aos recursos naturais da Rússia, encareceu a conta energética, e pior, nesse ritmo a Europa levaria pelo menos 8 anos para se equiparar militarmente. Uma tragédia!
Portugal já fez a leitura do passado neoliberal, e projeta o futuro em outra direção, assim, vem se aproximando do BRICs. Aos poucos, a periferia da Europa vai compreendendo que a influência estadunidense em parceria com as potências locais, só trouxe prejuízo. País que abre mão de sua política monetária, bebe veneno. Ela, junto com o controle dos setores estratégicos, são os melhores instrumentos de autonomia e sobrevivência.
Angola conta hoje com mais de 250 empresas em Angola nos setores de construção civil, água, energia, agricultura, serviços de educação e saúde. Angola recebe de Portugal e suas universidades a formação de professores, administradores públicos, profissionais de saúde, técnicos e engenheiros. A parceria tem dado certo. A relação com Angola também coloca Portugal em condição de confiança com a China, que tem investido pesado na África. Essa expansão da influência Chinesa e Russa, tem preocupado Washington, o fazendo intervir desesperadamente na Venezuela. Um fato tão grave, que tende a afastar mais os países da América do Sul dos EUA.
Bernardino Jesus de Brito
Diretor do CES – Centro de Estudos Sindicais





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