O Projeto coletivo acima de aspirações individuais

Francisco Celso Calmon

Haddad está valorizando demais o seu passe.

É legitimo ele aspirar a presidência da república e evitar um desgaste de um eventual tropeço em São Paulo. Ou uma qualquer amarra que o tire da confortável participação na coordenação da campanha presidencial e futuro assento de Ministro do governo Lula 4.

Ele chegou aonde está por sua participação no projeto “lulapetismo”; não teve e nem tem voo próprio.

Ele sabe que parcelas do PT sempre tiveram críticas e desassossego com ele dentro do partido, não apenas por sua visão econômica, um pouco longe do pensamento petista, mas, também por sua aproximação com figuras do mercado, como Galípolo, o qual indicou para o Banco Central, e mantém juros estratosféricos, dando tempo ao mercado para se preparar, sem perdas, quando os juros baixarem.  

Está dando um mal exemplo ao colocar suas aspirações acima do desenho eleitoral do PT.

Seu personalismo e ego inflado chegou ao ponto de ele dizer o que quer fazer em vez de se colocar à disposição para o que é necessário fazer.

Tem consumido energias do Lula e do PT e deleitado a mídia.

Tenho simpatia pelo trio em SP: Hadad, Marina, Tebet.  Conseguiria mudar o panorama histórico do estado.

Caso o PT se agache à vontade de Hadad, poderá ser exemplo para outros, e a ideologia pequeno-burguesa contamine ainda mais o partido.

A vaidade nunca foi boa conselheira!

A eleição de 2026 é definidora de qual o caminho que o país deseja, queria ou não haverá polarização entre a democracia e o fascismo bolsonarista.  E como todos aprendemos, não basta o Lula vencer e continuar um Congresso de extrema-direita.

No mínimo é fazer maioria democrática no Senado.

Então, senhor Hadad, menos personalismo, mais colegialidade, menos tergiversação e mais assertividade.

Francisco Celso Calmon

Francisco Celso Calmon (Ferreira da Silva) é analista de TI, administrador, advogado; militante histórico e combatente à ditadura militar.
Sua luta começou cedo, como líder no movimento estudantil da UESES no ES e da AMES no Rio.
Foi dirigente regional da AP e organizador e coordenador do NML (Núcleo Marxista-leninista) – dissidência da AP; foi comandante regional do Colina (Comando de libertação nacional) e foi um dos fundadores da VAR Palmares.
Após a redemocratização, foi um dos organizadores da APPD – Associação de Profissionais de Processamento de Dados; um dos fundantes e coordenadores da Rede Brasil – Memória, Verdade e Justiça; é coordenador do Canal Pororoca.
Autor das obras: “Sequestro Moral, e o PT com isso?”, “Combates pela Democracia”, editor e autor da obra “60 anos do golpe: gerações em luta”, “Combates pela Democracia”, e “Memórias e fantasias de um combatente”, coautor das obras coletivas: “Resistência ao golpe de 2016”; e “O processo Lula, uma sentença anunciada”.
No campo profissional foi técnico de Ti, operador do direito e gestor de empresas públicas, estatais e privadas.


Descubra mais sobre Geração 68

Inscreva-se agora mesmo para continuar lendo e receber atualizações.

Continue lendo