Francisco Celso Calmon
Marido ou Esposa do magistrado maior da República, escolhido pelo sufrágio universal, podem tudo?
O papel da primeira-dama não deve começar só quando o presidente é empossado.
Já conhecemos a dama de enfeite, prendada, bonita e do lar, a do metiê da noite de Brasília, evangélica, ambiciosa, sem pudor na busca de seus objetivos, já conhecemos damas culturalmente e politicamente bem formadas, como a Dona Rute de FHC, a militante e discreta Marisa do Lula e a atual, a socióloga e hiperativa militante, Janja, conselheira do presidente.
A função da primeira-dama não está definida e normatizada, fica a critério de cada personalidade e aquiescência do Presidente.
O eleitor vota sem saber quem será e o que pensa a esposa do candidato, há também a possibilidade do primeiro-cavalheiro, portanto, é momento de abrir o debate.
Quais as funções administrativas e políticas: é porta-voz do mandatário maior, sempre ou por delegação? está no mesmo nível do ministério ou das assessorias e gabinetes? quais os limites? qual a rubrica de suas despesas? Pode interagir com qualquer Ministério, sendo ou não do agrado do titular?
Estas são indagações básicas, deve haver outras, que os leitores podem completar.
Começamos a atravessar as passarelas do carnaval, muito breve serão as passarelas das eleições mais importante a definir para ONDE o Brasil vai caminhar.
O que é proibido é o/a cônjuge atravessar o samba, deve possuir íntima afinidade melódica.
Por fim, vamos sair da influência francesa, é denominar de primeira(o)-companheira(o) E ASSIM REFORÇA O VÍNCULO DE COMPANHEIRISMO POLÍTICO.
Abra alas para o debate começar.
Evoé, Baco, evoé, primeiras-companheiras.
Francisco Celso Calmon

Francisco Celso Calmon (Ferreira da Silva) é analista de TI, administrador, advogado; militante histórico e combatente à ditadura militar.
Sua luta começou cedo, como líder no movimento estudantil da UESES no ES e da AMES no Rio.
Foi dirigente regional da AP e organizador e coordenador do NML (Núcleo Marxista-leninista) – dissidência da AP; foi comandante regional do Colina (Comando de libertação nacional) e foi um dos fundadores da VAR Palmares.
Após a redemocratização, foi um dos organizadores da APPD – Associação de Profissionais de Processamento de Dados; um dos fundantes e coordenadores da Rede Brasil – Memória, Verdade e Justiça; é coordenador do Canal Pororoca.
Autor das obras: “Sequestro Moral, e o PT com isso?”, “Combates pela Democracia”, editor e autor da obra “60 anos do golpe: gerações em luta”, “Combates pela Democracia”, e “Memórias e fantasias de um combatente”, coautor das obras coletivas: “Resistência ao golpe de 2016”; e “O processo Lula, uma sentença anunciada”.
No campo profissional foi técnico de Ti, operador do direito e gestor de empresas públicas, estatais e privadas.




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