Alexandre Santos*
Entre as características esperadas das pessoas ‘respeitáveis’, especialmente daquelas sobre as quais reside tarefas de mando e comando, além da coerência, está a confiabilidade.
Se quiser ser respeitado, o líder não pode agir como biruta (mudando de posição ao sabor dos ventos), agir com dois-pesos-e-duas-medidas para situações de mesma estrutura, não pode ter uma posição pela manhã e outra pela tarde, não pode fazer do blefe um instrumento de trabalho.
Pois é exatamente assim que procede o presidente dos Estados Unidos Donald Trump, que – desmentido a todo instante pelos fatos e pelos interlocutores – distribui incerteza e retira dos seus concidadãos o ‘farol’ que um presidente deve representar.
Aliás, uns dizem que, ao proceder desta forma, Donald Trump apenas segue a cartilha escrita por Steve Bannon para a ‘nova direita’ mundial. Outros dizem que o comportamento errático de Donald Trump se relaciona a manobras especulativas nas bolsas de valores (ao dizer, por exemplo, ‘estar em andamento negociações para a celebração de um acordo de paz com o Irã’, Donald Trump provocou significativa redução no preço estratosférico do petróleo, o qual voltou ao patamar anterior com o desmentido dos aiatolás, num movimento que rendeu bilhões de dólares a quem comprou e vendeu na hora certa).
Na realidade, pelas constantes e repentinas alterações nas coisas que diz e faz, Donald Trump associou a sua imagem a incoerência, a incerteza e ao blefe.
Embora muito poderoso, Donald Trump não passa de um demônio desacreditado.
(*) Alexandre Santos

Engenheiro civil e escritor. Ex-presidente do Clube de Engenharia de Pernambuco e da União Brasileira de Escritores. Membro da Academia Pernambucana de Engenharia e da Academia de Letras e Artes do Nordeste. Coordenador nacional da Câmara Brasileira de Desenvolvimento Cultural e diretor-geral do Canal Arte Agora




Deixe um comentário