Carlos Eduardo Pestana Magalhães
Hoje em dia qualquer país no globo que se propõe ter forças armadas. Hoje em dia qualquer país no globo que se propõe ter forças armadas suficientemente fortes, com equipamentos militares modernos, mísseis de todos os tipos, drones etc. para se proteger de qualquer ataque ou para atacar algum outro, precisa ter uma base industrial (ciência, tecnologia e pesquisa) suficientemente forte, eficiente e capaz de suprir tudo que é necessário num conflito armado longo ou não.
Sem isso, como no caso do Brasil, onde a quase totalidade dos armamentos é importado, na maioria das vezes obsoletos, desatualizados, ou mesmo quando é projetado no país e construído, como no caso da Embraer, alguns blindados, navios, submarinos etc., mas com motores, turbinas, eletrônica e informática embarcada etc. vindos de fora, a dependência das forças armadas impede qualquer tipo de defesa eficiente e real da soberania.
Então, para que servem os equipamentos militares no Brasil, se frente a essa exigência de se ter uma base industrial que possa projetar e fabricar equipamentos não existe ou é precária?
Mais do que defender qualquer soberania, fronteiras, constituição, estado de direito, as forças armadas do Brasil, com especial atenção ao exército, só tem uma função: defender o Capital em todas as suas formas, atuar como força de ocupação no próprio território, agir como força policial mais forte e preparada militarmente e fiscalizar/reprimir quem o Estado considera como inimigo interno.
Na real, uma espécie de capitão do mato atualizado na constante luta para que a corporação militar seja reconhecida e aceita como um quarto poder republicano, coisa inexistente na república brasileira.
Essa realidade permanece constante desde a criação das forças armadas (exército, armada e aeronáutica) no Brasil, onde a corporação militar é sempre mais importante do que qualquer outra coisa, onde uma casta privilegiada em função de ter o controle e uso das armas, atua de forma mercenária, corrupta, golpista não para defender o país e seu povo. Só a si mesma…
Carlos Eduardo Pestana Magalhães (Gato)

Jornalista, sociólogo, membro da Comissão Justiça paz de São Paulo, do Grupo Tortura Nunca Mais e da Geração 68 Sempre na Luta…




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