Poesia domingueira nº 34 Mater: aeterna praesentia

Affonso Abreu – 10/05/2026

Mãe, eterna presença
no fundo da alma.
Luz que permanece,
onde o tempo não alcança.
Vive no silêncio das lembranças,
na delicadeza das manhãs,
no abrigo secreto que existe,
e que resiste dentro do ser.

Mãe, mistério profundo,
do amor incondicional.
Silencioso milagre,
que habita o invisível,
que cura sem tocar,
que pressente sem ouvir,
que ausente, permanece e
que fala no silêncio.

Mãe não é perfeição,
mas humanidade.
É o amor que permanece
mesmo quando o mundo vacila.
Delicadeza secreta.
Coragem e ternura.
É força que acolhe.
É lágrima e é sorriso.

A figura materna carrega algo de inefável,
arquétipo vivo do cuidado e permanência;
um amor sem espetáculo, suave e infinito,
símbolo de carinho, origem e renascimento.

As mães não partem completamente!
Transformam ausência em eternidade!

Affonso Milcíades Alves de Abreu

Advogado militante por 40 anos, inscrito na Ordem dos Advogados do Brasil – Seção do Rio de Janeiro, especialista em Psicologia Analítica Junguiana, analista em formação pelo CEJAA – Centro de Estudos Junguianos Analistas Associados.


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