COMO OS ENGENHEIROS DEVEM ORIENTAR SEU VOTO NAS PRÓXIMAS ELEIÇÕES?

Alexandre Santos

O presidente do Clube de Engenharia do Brasil, Francis Bogossian, costuma dizer que ‘não há desenvolvimento sem Engenharia’ e, tendo vivido diversas crises decorrentes de políticas imobilistas associadas ao monetarismo, completa a frase e afirma que ‘Não há Engenharia sem desenvolvimento’.

Em sua sabedoria, Francis Bogossian ensina que, se não houver desenvolvimento, não haverá necessidade de aplicação da Engenharia e, portanto, não haverá empregos para os profissionais da Engenharia e não haverá negócios para as empresas do ramo da Engenharia.

A lógica é cristalina: as políticas imobilistas estancam o desenvolvimento e sem a construção dos equipamentos necessários ao desenvolvimento não serão contratadas empresas e nem profissionais da Engenharia.

Além do altruísmo que impõe aos profissionais da Engenharia a obrigação de oferecer a sua contribuição ao esforço de promoção do crescimento económico, do bem-estar social e da consolidação da soberania nacional, eles [os profissionais das Engenharias] devem se preocupar com a questão objetiva do seu emprego e da sua renda.

Nesta perspectiva, independentemente da formação política e preferência eleitoral, os profissionais das Engenharias são naturalmente motivados à luta pelo desenvolvimento. Afinal de contas, sem ele [sem o desenvolvimento], não há necessidade de Engenharia e, portanto, de empresas e de profissionais do ramo.

Assim, objetivamente falando, movidos pela mais legítima luta por empregos e salários, os profissionais da Engenharia precisam rejeitar propostas políticas que não destaquem a necessidade da realização de investimentos no desenvolvimento do País. De fato, mesmo que mirem apenas seus próprios interesses, os profissionais da Engenharia devem defender a construção das estradas, dos portos, dos aeroportos, das usinas de eletricidade, das moradias, dos sistemas de saneamento, enfim de todas as obras necessárias ao desenvolvimento do País.

Por igual razão, devem repudiar as propostas que, ao invés de propor o desenvolvimento, prestigiem teses imobilistas como ‘equilíbrio orçamentário’, ‘contenção de gastos’, ‘superávits fiscais’ e coisas do gênero.

Para crescer e oferecer melhores condições de vida para a população (trazendo a Engenharia junto), o Brasil precisa converter as suas potencialidades em riquezas econômicas efetivas e não será deixando de fazer investimentos no desenvolvimento que alcançará este objetivo.
Pelo crescimento econômico, pelo bem-estar da sociedade, pela consolidação da soberania nacional e por tudo o mais, o Brasil precisa ampliar a participação da Engenharia.

É nisso o que os profissionais da Engenharia precisam pensar na hora de votar.

Não ao imobilismo dos conservadores e reacionários.
Sim ao progresso.
Sim ao desenvolvimento.
Sim aos investimentos na Engenharia.

Alexandre Santos

Alexandre Santos é engenheiro civil, ex-presidente do Clube de Engenharia de Pernambuco, membro da Academia Pernambucana de Engenharia e coordenador-geral da série ‘Engenharia & Desenvolvimento’


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