Na Avenida Paulista estava reunida a fina flor do golpismo nacional, devidamente coadjuvado pelo gado bolsonarista, adestrado e amontoado, no luxuoso curral da Paulicéia Desvairada. Turba composta por Lumpesinato, fanáticos evangélicos e grãn-finos, alienados e fascistas. Novamente, tresloucados e decididos a desestabilizar o Estado Democrático de Direito, comandados pelo inelegível inominado. Novamente a serviço do mal! Nada acrescentaram de novo. Nada conseguirão!
Como disse Eça de Queirós ( A Cidade e as Serras. Lello & Irmão: 1901.):
“Não há nada novo sob o Sol, e a eterna repetição das coisas é a eterna repetição dos males. Quanto mais se sabe mais se pena. E o justo como o perverso, nascidos do pó, em pó se tornam. ”
Um cálculo feito através de um software da USP, informa que o número de participantes ficou em torno de 180.000, aliás, perfeitamente previsível e razoável, dentro do percentual de votantes, cativos bolsominios. Nenhuma força nova, que pudesse representar qualquer ameaça real.
O discurso do inominável foi a manifestação de alguém, que se encontra totalmente acuado, alucinado e convencido de que vai ser preso, quando responder a todas as ações penais de que será parte e, finalmente, condenado a muitos anos de cadeia. Isto é fato! Tanto que, sem nenhum sentido jurídico ou moral, vem propor uma anistia geral e irrestrita para todos aqueles alucinados bandoleiros e fascistas que se encontram presos e, muitos, já condenados e apenados com compreensível rigor.
Claro que, por trás desse intuito altruísta, está seu interesse próprio. Interesse de alguém, repito, que já não tem dúvida de seu futuro carcerário, como, mesmo, pontuou o famigerado Silas Malafáia, indivíduo pernicioso e petulante, que, travestido em pastor protestante neopentecostal brasileiro, vem se transformando em porta voz da extrema direita e que certamente será objeto de inquérito para esclarecer de onde vem o dinheiro que gastou na organização do evento e punição por todas as ofensas que faz ao sistema democrático vigente, especialmente toda a carga virulenta contra o Supremo Tribunal Federal. Por certo, a imunidade que detêm os representantes de instituições religiosas tem o intuito de defender a liberdade religiosa e não para apoiar ataques políticos e caluniosos.
Concluindo, fica claro que o alvo principal dessa funesta manifestação antidemocrática foi possibilitar que Bolsonaro manifestasse suas ofensas ao STF pela voz de Malafáia e introduzir a ideia de uma incabível e inexequível anistia, que possa livrá-lo do inevitável encarceramento.
Logo, tudo fica como dantes no quartel d’Abrantes”!
Affonso Abreu
26/02/2024





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