Alexandre Santos
Donald Trump não respeita nada. Pode ser o que for – bom, mau, jovem, velho, masculino, feminino, andrógino, mundano, sagrado, oriental, ocidental, qualquer coisa. Ele não respeita nada. Durante sua presença da cadeira mais poderosa do planeta, já foi cúmplice ou comandou diretamente o assassinato de todo o tipo de gente. No comecinho de janeiro deste 2026, por exemplo, numa operação militar em Caracas na qual foram assassinadas 100 pessoas, as tropas por ele comandadas sequestraram Nicolas Maduro, o presidente da Venezuela. Pouquíssimo tempo depois, em 28 de fevereiro, dando seguimento à jornada sanguinária na qual, a cada instante, revela a fúria extrema que anima o sangue fosco em movimento nas suas veias, comandou o ataque aéreo que assassinou o Aiatolá Ali Khamenei, Líder Supremo do Irã. Prontamente, assim como faria G’Dausbbah, depois de mandar destruir a sinagoga Rafi-Nia – e, junto com ela, alguns dos papiros sagrados da Torá – e ser demovido pela China de usar uma bomba nuclear para dizimar ‘uma civilização inteira’, de regicida e genocida, Donald Trump decidiu mostrar a sua faceta deicida. Com efeito, ontem, Donald Trump entrou em confronto direto com o Papa Leão XIV, maior líder do mundo cristão, insultando-o com baixarias. Na sequência, para deixar claro quem, de fato, pensa que é, em meio ao desrespeito aos mulçumanos e cristãos, Donald Trump usou sua rede social para distribuir a imagem na qual aparece como se fosse o próprio Deus. Não é sem razão, portanto, que, se considerando Deus, Donald Trump se sente acima do bem, do mal e livre de qualquer limitação, tendo, neste embalo, poder de vida e de morte sobre qualquer coisa no universo. Vale observar que, assim, como tem acesso aos ‘códigos de lançamento’ e botões de todas as cores, agindo como age e pensando como pensa, Donald Trump é o homem mais perigoso que já pisou a face da Terra. Ainda bem que seu tempo está chegando ao fim.
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Alexandre Santos

Engenheiro e escritor. Ex-presidente do Clube de Engenharia de Pernambuco e presidente da Associação Brasileira de Engenheiros Escritores, presidiu a União Brasileira de Escritores e faz a coordenação nacional da Câmara Brasileira de Desenvolvimento Cultural. Autor premiado com livros publicados no Brasil e no exterior, Alexandre é o editor geral do semanário cultural ‘A voz do escritor’ e diretor-geral do canal ‘Arte Agora’.


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