Sonetinho domingueiro nº 37 In silentio aquarum. No recanto das águas.

Affonso Abreu – 07/06/2026

No recanto das águas, flores e luz,
maritacas cantam em cada instante,
nos velhos galhos da mata exuberante,
acordes do sonho que o vento conduz.

Segredos dormem sob o lago manso,
vestidos de silêncio, cores e claridade,
repousando no coração em descanso,
e bebendo na doce fonte da saudade.

A tarde acende ouro puro sobre a serra,
e o céu se espelha na doce canção do rio;
tudo parece mais distante, enigmas da terra,
tudo parece mais leve e macio.

Entre cantos, flores e águas, no fim da tarde,
a alma abraça a si mesma, silente, sem alarde!

Affonso Abreu

Advogado militante por 40 anos, inscrito na Ordem dos Advogados do Brasil – Seção do Rio de Janeiro, especialista em Psicologia Analítica Junguiana, analista em formação pelo CEJAA – Centro de Estudos Junguianos Analistas Associados.


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