Carlos Eduardo Pestana Magalhães
Além da questão umbilical que liga os EUA com israHell (porta aviões americano estacionado na região para defender interesses comuns); dos arquivos Epstein sobre pedofilia e exploração sexual com participação de autoridades americanas, empresários, políticos, a começar pelo Trump, usados como chantagem pelo Mossad; da necessidade do Netanyahu em se manter como mandatário do enclave nazissionista para se livrar de julgamento sobre corrupção; do apoio massivo da população israelense ao projeto nazissionista de expansão territorial para a construção da grande israHell e do apoio ao genocídio em Gaza, na Cisjordânia, Líbano e onde mais for necessário, o que está em jogo, a real importância disso tudo é a manutenção da existência fisíca do enclave israelense, na Palestina. É fundamental para o sionismo defender a existência de israHell a qualquer custo…
Todos judeus nazissionistas pelo mundo sabem disso. Sem o enclave israHell, os nazissionistas não são ninguém. Se for destruído, sumir do mapa, onde poucos sentirão a falta, os nazissionistas tendem a desaparecer do cenário. Não fosse a covardia dos países europeus no pós guerra (segunda guerra mundial, de 1939 a 1945), aceitando a tese sionista da construção de um pais judeu, como se judaísmo fosse nacionalidade, numa região do mundo já habitada há milênios por uma população fisica e culturalmente definida, a Palestina, o sionismo teria desaparecido.
O holocausto produzido pela Alemanha nazista contra judeus europeus, ciganos, deficientes físicos e mentais, comunistas, intelectuais, populações dos territórios ocupados (o genocídio de 27 milhões de soviéticos, entre soldados e civis, não é considerado um holocausto até hoje), opositores do nazismo etc. pesou muito na decisão política mundial de aceitar as exigências sionistas, usadas de forma chantagista contra o resto do mundo, e assim conseguir a realização do projeto colonialista, imperialista, supremacista e racista de israHell.
O desaparecimento físico do enclave israelense pouco afetará a população mundial, visto que israHell só se sustenta por meio do apoio americano. Econômica, política e militarmente, sem os EUA, os nazissionistas teriam deixado de existir há décadas. Se num passe de mágica todo esse apoio deixasse de existir, israHell sumiria do mapa rapidamente. E sem o enclave, não existiria o nazissionismo.
Na real, se o antissemtismo cresce no planeta deve-se ao que israHell representa no cenário mundial. O nazissionismo conseguiu a proeza de destruir por completo o significado simbólico do holocausto, do martírio que milhões de judeus europeus sofreram nos campos de exterminio, trabalhos forçados, torturas e execuções na Alemanha nazista. O sionismo se igualou ao nazismo em praticamente tudo, desde as propostas de anexação de territórios para o projeto da grande israHell na Palestina, Líbano, Síria e Egito, semelhante ao Anschluss, que incorporou a Áustria à Alemanha de Hitler, e ao conceito de espaço vital (em alemão: Lebensraum), originando a segunda guerra por toda Europa, África do Norte e a invasão da URSS. Até no nome os nazissionistas chamam de espaço vital o expansionismo israelense para justificar as invasões militares que aconteceram, desde 1948, na Palestina até hoje. Sem esse espaço vital, não existe israHell, o enclave acaba.
Outra semelhança com os nazistas de Hitler é o projeto de solução final para com o povo palestino e todos que vivem nas regiões alvos dos nazissionistas. Na Alemanha nazista o conceito de solução final visava o extermínio físico e cultural dos judeus na Europa e nos territórios ocupados pelos nazistas, que foi o holocausto. No enclave israelense, o projeto visa a mesma coisa, a diferença é que, quem deverá ser exterminado são os palestinos nos mesmos moldes cruéis, violentos e genocidas empregados pelos alemães nazistas. Sem sombra de dúvida, quem hoje em dia representa os judeus europeus dizimados pelos nazistas de Hitler, são os palestinos e demais ocupantes da região.
São eles os martirizados de tudo quanto é jeito, onde os nazissionistas israelenses matam a granel, sem dó ou piedade, as mesmas crianças, adolescentes, mulheres, idosos, doentes etc., assassinados com a mesma frieza, bestialidade e desumanidade com que os alemães nazistas fizeram contra judeus europeus. O sofrimento judaico não serviu para que nunca mais acontecesse algo parecido, como durante muitas décadas foi um mantra para judeus de todo planeta. Acabou servindo como ferramenta para se fazer tudo de novo com outros seres humanos…
Carlos Eduardo Pestana Magalhães (Gato)

Jornalista, sociólogo, membro da Comissão Justiça paz de São Paulo, do Grupo Tortura Nunca Mais e da Geração 68 Sempre na Luta..
————————————————————————-.



Deixe um comentário