Francisco Celso Calmon
Jaques Wagner fez uma baianada no trânsito da corrida eleitoral e a oposição está rodando a baiana em cima do PT e do Lula.
As 30 moedas que corrompem traidores.
A Páscoa já passou, Judas arrependido se enforcou, mas parece que o tilintar do dinheiro tem o imã que atrai os de caráter malformados e aderentes dos valores materiais da burguesia.
Judas deixou o exemplo e não foi aprendido nem mesmo pelos que creem em Deus.
Independente de separar o que é delituoso e o que é narrativa, o prejuízo político já está feito.
Para cada descoberta da PF sobre o comportamento do senador, ele tem uma explicação. Contudo, nada contundente que faça parar a especulação e assanhamento da oposição governista.
A coincidência(?) lamentável é ocorrer quando Lula está em ascensão eleitoral e Flávio em queda.
Todos, talvez sem exceção, Ministros da Justiça e os do STF têm os policiais federais para chamar de seus.
Alguns saem da titularidade, mas deixam grupos aparelhados.
O terrivelmente evangélico é terrivelmente golpista do bolsonarismo. É uma cara dura de fazer inveja a muitos da mitomania; já levou cada lambada do Ministro Flávio Dino, porém, parece que esfrega a cara dura na lixa e permanece com a cara de sonso de sempre.
Lula tem garantido a independência operacional da Polícia Federal. Contudo, havemos de registrar que existem grupos e divisões dentro da PF.
Wagner terá uma eleição difícil para ser reeleito senador. E é muito necessário que vença, como todos os demais progressistas candidatos, visto que os maiores inimigos do povo e da democracia estão alojados no Congresso.
Está fragilizado, com o calcanhar à mostra, na função de líder do governo no Senado.
Deixar no encargo do Lula a decisão se permanece ou não nessa função, não é a melhor atitude política e com certeza não é a de um amigo de 42 anos de relacionamento.
Jaques Wagner, seja desprendido, vai cuidar de sua campanha sem mais baianadas.
O trânsito eleitoral está tendo blitz sem aviso, as vezes evidenciam seguir o método de guerrilha.
André Mendonça não se pauta pela imparcialidade, usa dois pesos e duas medidas. Com tantas evidências, provas e envolvimentos delitosos, Flávio Corruptus continua blindado por este malfadado ministro da Suprema Corte.
A contradição principal no mundo e no Brasil é entre a democracia e o nazifascismo, é entre a soberania e o alinhamento subalterno ao imperialismo estadunidense, o governo Lula e sua reeleição são tarefas imperativamente necessárias.
Francisco Celso Calmon

Ex-coordenador nacional da Rede Brasil – Memória, Verdade e Justiça; membro da Coordenação do Fórum Direito à Memória, Verdade e Justiça do Espírito Santo. Foi líder estudantil no ES e Rio de Janeiro. Participou da resistência armada à ditadura militar, sendo sequestrado e torturado. Formado em análise de sistemas, advocacia e administração de empresas. Foi gestor de empresas pública, privada e estatal. Membro da Frente Brasil Popular. Autor dos livros “Sequestro moral e o PT com isso?” e “Combates pela Democracia”, coautor dos Livros “Resistência ao Golpe de 2016” e “Uma sentença anunciada – O Processo Lula”. Sócio efetivo do Instituto Histórico e Geográfico do Espírito Santo. Articulista de jornais e livros, coordenador do canal Pororoca.




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