O filho de um e o pai de outro

Francisco Celso Calmon

Por que tanto espaço sobre o filho do Lula, apelidado pela mídia de Lulinha?

Lulinha Paz e Amor foi como o pai reencarnou na política, após a sua quadra sindicalista, o sapo barbudo, como apelidou Brizola.

Fábio Luiz tem CPF, identidade própria, cortou os cordões paternos HÁ MUITO TEMPO. Nunca trabalhou com o pai, segue o caminho que escolheu.

Por hipótese fosse ele um meliante, responderia ao Estado, como qualquer outro, mas não afetaria a vida política do pai, afinal, até na natureza frutos caem longe do pé. Mas não é o caso! Toda eleição do Lula, colocam o Fábio na berlinda, e não dá em nada.

VAMOS FALAR DE COISA SÉRIA, o imperialismo ataca a soberania do país, as guerras pululam em várias partes do planeta, o governo tem feito muito apesar dos juros altíssimos, e há uma corja de traidores da pátria que querem que o Brasil seja um protetorado dos USA, e o chamado caso Lulinha não afeta a nossa urgente pauta.

Vamos abordar a corrupção, os malfeitos, onde estão concentrados, ou seja: na família bolsonaro: miliciana e corrupta, como a história demonstra.

Rachadinhas, mansões de milhões incompatíveis com a renda, dinheiro vivo em negociatas, cumplicidade com milicianos e escritório do crime, lavagem de dinheiro com chocolate, dinheiro do Vorcaro, e devo ter esquecido outros malfeitos.

Um cidadão desse tipo deveria estar expurgado da política, processado pela justiça e preso pela polícia. Jamais candidato à presidência da República!

O ministro Mendonça do Supremo tem interesse para fazer política e não justiça, esta cabe a primeira instância, como acertadamente o PGR declarou.

Chega de tanto amadorismo da mídia corporativa, sempre fomentadora de intrigas e falsas tensões. 

Fotos, encontros e narrativas comprovam a relação política do Mendonça com a extrema-direita.

O Integralismo foi varrido do Brasil, porém, está reencarnado no bolsonarismo, cujo chefe, condenado por atentado ao Estado democrático de direito, encontra-se preso em sua confortável mansão, inobstante ainda responda por outros delitos.

A mídia ataca o filho de um, por suposto malfeito, mas, deixa o pai do outro em cômoda prisão, quando, se o golpe tivesse sido vitorioso, a mídia estaria sob forte censura e alguns jornalistas presos.

E nós da esquerda militante mortos, os tais trinta mil, que Bolsonaro já aludira algumas vezes, que fora o erro da ditadura em ter torturada e não ter matado.

Francisco Celso Calmon

Ex-coordenador nacional da Rede Brasil – Memória, Verdade e Justiça; membro da Coordenação do Fórum Direito à Memória, Verdade e Justiça do Espírito Santo. Foi líder estudantil no ES e Rio de Janeiro. Participou da resistência armada à ditadura militar, sendo sequestrado e torturado. Formado em análise de sistemas, advocacia e administração de empresas. Foi gestor de empresas pública, privada e estatal. Membro da Frente Brasil Popular. Autor dos livros “Sequestro moral e o PT com isso?” e “Combates pela Democracia”, coautor dos Livros “Resistência ao Golpe de 2016” e “Uma sentença anunciada – O Processo Lula”. Sócio efetivo do Instituto Histórico e Geográfico do Espírito Santo. Articulista de jornais e livros, coordenador do canal Pororoca.


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