Os atos de rua não vieram para vida curta

Francisco Celso Calmon

Estão presentes e continuam para virar o jogo e Lula ganhar.

Na hipótese trágica da vitória do playboy da extrema-direita, as ruas deverão continuar cheias.

Se eles têm maioria no Congresso e maioria virtual no STF, a juventude está com a democracia. Embora não tenha vivido a ditadura, ela sabe o horror que foi.

Eu vivi, fui sequestrado, torturado e por pouco não virei estatística, graças à luta incansável de minha mãe.

As manifestações presenciais são como o atletismo, devem sempre ser exercitadas para manter aquecidos os músculos, as mentes e os corações.

Da vitória do 5×2 à derrota do extremista e sabujo do Trump, Flávio, pois o risco é de retrocesso e podemos amanhecer como em 64.

Nossa geração de 68, se envelheceu na idade – em torno dos oitenta – não envelheceu nos ideais e princípios revolucionários defendidos no ano internacional de 1968, o ano que foi ceifado e não terminou democrático.

O AI5 foi a “legalidade” da ditadura escancarada a e extremada.

Flávio fascista será o novo AI5!

No mundo todo, em 68, repressão, no mundo todo resistência, e de novo antigos e jovens estão nas ruas e nas redes para manter o sonho de um país soberano e democrático.

A democracia custou tanto, sobreviventes, mortos, feridos, e não será o clã de alucinados fascistas que irá enterrá-la.

Nosso nome é RESISTÊNCIA!

Resistir, Lutar, Enfrentar.

Resiliência, batalhar, encarar.

Esperançar, fazer, ousar, acontecer.

Fome, sede, justiça, avançar.

Dialética, contrários, síntese.

A história na cabeça, a justiça no coração.

Utopia, farol, vetor.

Práxis, unidade, coletivo, movimento.

Dinâmica, correlação, ruptura, recuo.

Estratégia, táticas.

Sentido da história, razão da vida

Francisco Celso Calmon

Ex-coordenador nacional da Rede Brasil – Memória, Verdade e Justiça; membro da Coordenação do Fórum Direito à Memória, Verdade e Justiça do Espírito Santo. Foi líder estudantil no ES e Rio de Janeiro. Participou da resistência armada à ditadura militar, sendo sequestrado e torturado. Formado em análise de sistemas, advocacia e administração de empresas. Foi gestor de empresas pública, privada e estatal. Membro da Frente Brasil Popular. Autor dos livros “Sequestro moral e o PT com isso?” e “Combates pela Democracia”, coautor dos Livros “Resistência ao Golpe de 2016” e “Uma sentença anunciada – O Processo Lula”. Sócio efetivo do Instituto Histórico e Geográfico do Espírito Santo. Articulista de jornais e livros, coordenador do canal Pororoca.


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