Francisco Celso Calmon
A ilha que resiste há décadas não é apenas um símbolo político, mas a prova concreta de que é possível colocar a dignidade humana no centro de um projeto de sociedade. Mesmo sob bloqueios, pressões e sucessivas tentativas de desestabilização, Cuba segue garantindo direitos básicos que em muitos países ainda são privilégios de quem pode pagar: saúde, educação e uma vida digna para todos.
Não por acaso, apesar das investidas do imperialismo e de ações que buscaram sufocar sua soberania, a nação cubana construiu algo raro: uma consciência coletiva baseada na solidariedade e no patriotismo. Cuba não é apenas um país, é um ponto de equilíbrio moral. Se deixasse de existir, seria como se um órgão vital da humanidade deixasse de pulsar. Pequena em território, gigante em exemplo, a ilha desafia o mundo ao mostrar que outro modelo, para além do capitalismo, é possível.
Sua presença internacional, seja na medicina, na educação ou na solidariedade com povos em crise, não pode ser apagada. Ao contrário, precisa ser constantemente lembrada e valorizada. Em um mundo onde direitos viraram mercadoria, Cuba insiste em tratá-los como princípio.
Defender Cuba é, portanto, mais do que defender um país: é defender a ideia de que a humanidade pode se organizar de outra forma. E nessa disputa de projetos, é preciso enfrentar aqueles que insistem em esmagar alternativas. Experiências como as de Vietnã e China também demonstram que há caminhos de resistência e construção fora da lógica dominante.
Viver com dignidade não pode ser exceção, precisa ser regra, e universal.
Cuba, Vietnã, China, são modelos, a nos inspiram para formularmos um projeto de nação, que até o presente não existe.
Os partidos de esquerda se envolveram tanto na via eleitoral, que acabaram por anatemizar a luta ideológica, de forma que o confronto dentre o modelo capitalista versus o modelo socialista já não é externado, ao ponto de parecer que a extrema-direita combate o sistema e os democratas defender.
Numa conjuntura onde a luta dos contrários está exacerba e muitas vez na ponta do fuzil, é recomendável apresentar, com vigor, alternativas que deram CERTO.
Defender Cuba é ser humanista, combater o imperialismo estadunidense é revolucionário!
Francisco Celso Calmon

Ex-coordenador nacional da Rede Brasil – Memória, Verdade e Justiça; membro da Coordenação do Fórum Direito à Memória, Verdade e Justiça do Espírito Santo. Foi líder estudantil no ES e Rio de Janeiro. Participou da resistência armada à ditadura militar, sendo sequestrado e torturado. Formado em análise de sistemas, advocacia e administração de empresas. Foi gestor de empresas pública, privada e estatal. Membro da Frente Brasil Popular. Autor dos livros “Sequestro moral e o PT com isso?” e “Combates pela Democracia”, coautor dos Livros “Resistência ao Golpe de 2016” e “Uma sentença anunciada – O Processo Lula”. Sócio efetivo do Instituto Histórico e Geográfico do Espírito Santo. Articulista de jornais e livros, coordenador do canal Pororoca.



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