Carlos Eduardo Pestana Magalhães
Alguns perguntam por que as forças armadas, especialmente o exército brasileiro, se calam quando o país é atacado pelos EUA, nesta guerra híbrida em andamento, nas sanções que o Trump e gangue tem feito para prejudicar a economia e, especialmente, as ameaças de interferir nas eleições para garantir a vitória do filho do genocida, aliado inconteste dos gringos, contra o Lula. Por quê?
Insisto. As forças armadas, o exército especialmente, representam o que de pior existe na triste História deste país. Representam uma casta maldita que sempre existiu para servir aos interesses do Capital, do OGROnegócio, dos bancos/setor financeiro/farialima, grande imprensa reacionária e conservadora, são mercenários, corruptos e golpistas por excelência.
Representam um partido político que se “legitima” por ter armas, pela violência e crueldade que sempre caracterizou os milicos brasileiros, que se consideram enquanto corporação militar dignos de mandar e governar o país, pouco importa como e por qual razão. Basta ser militar, que tudo pode.
Hoje, calados aparente e estrategicamente, visto que o governo tem injetado muita grana na aquisição de “novos” brinquedinhos de guerra, como os obuseiros de segunda mão que o exército adquiriu para ficarem em Uruguaiana, no Sul do país (talvez pensando numa guerra contra a Argentina, Uruguai ou o Paraguai, vai saber), equipamentos que na guerra moderna pouco ou de nada servem frente a drones “suicidas”, ou quando lança ao mar submarinos projetados na França, com tecnologia francesa e com pouca participação tecnológica do país.
Ou quando grita aos quatro ventos que a Embraer é um sucesso de vendas com os aviões que monta, mesmo aqueles projetados pela empresa, mas que tem motores, aviônicos, equipamentos eletroeletrônicos na sua grande maioria importados ou quando montados aqui, com conhecimento de P&D externos. Mantém-se a dependência estrutural na sua base industrial, científica e de como fazer com o exterior.
Para os milicos brasileiros, acostumados a terem tudo que querem, mesmo quando falta a maioria dos brasileiros, a tradição colonialista que impulsionou a formação de todos militares das três armas mantém esse espírito golpista, de capitães do mato modernos, de serem o que nunca foram na História: nacionalistas.
O Militar brasileiro ainda se considera sob o comando do quinto exército americano quando da participação da FEB e do primeiro esquadrão de aviação de caça (início da FAB) na segunda guerra mundial, no teatro de operações italiano (1939-1945).
Bater continência à bandeira americana não foi e nem é nada de estranho, é o que de melhor fazem, são entreguistas e não defendem a constituição, as fronteiras, a soberania. Só defendem a corporação militar, a grana e os privilégios que consideram ter direito a qualquer custo.
Criticar o governo americano jamais…
Carlos Eduardo Pestana Magalhães (Gato)

Jornalista, sociólogo, membro da Comissão Justiça paz de São Paulo, do Grupo Tortura Nunca Mais e da Geração 68 Sempre na Luta…





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